Doença Celíaca

Doença Celíaca 

A doença celíaca (DC) é causada por pré-disposição genética.

É uma doença autoimune caracterizada por lesão da mucosa do intestino delgado, com menor ou maior atrofia das microvilosidades* da mucosa, causando prejuízo na absorção dos nutrientes como vitaminas, sais minerais e água.

O intestino do celíaco tem uma área menor e não consegue absorver o glúten, proteína presente em vários cereais como trigo, centeio, cevada e aveia.

Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa. O quadro clínico mais comum é caracterizado por diarreia crônica, acompanhada de barriga inchada e perda de peso, além de vômitos, anemia, atraso no crescimento, irritabilidade e apatia.

O único tratamento consiste na dieta isenta de glúten por toda a vida. O celíaco não pode consumir alimentos que contenham trigo, centeio, cevada e aveia, ou seja, não pode farinha de trigo, pães, bolos, receitas que utilizam farinha de rosca como os empanados, macarrão, bolachas e  biscoitos.

 Alimentos permitidos para os celíacos:

Cereais: arroz e milho.

Farinhas: arroz, mandioca, milho, fubá, fécula de batata, fécula de mandioca, polvilho doce, polvilho azedo.

Gorduras: gordura vegetal, óleos, azeites e margarina.

Todas as frutas in natura e os sucos.

Laticínios como leite, manteiga, queijos e derivados.

Hortaliças: todas as folhas

Legumes como tomate, abobrinha, abóbora, pimentão e etc.

As raízes como cenoura, inhame, cará, batata, mandioca.

Leguminosas como lentilha, soja (grão, extrato, farinhas), os feijões, o grão-de-bico.

Todas as carnes e ovos.

A partir do ano de 2003, as indústrias alimentícias são obrigadas  a indicar no rótulo se o produto contém glúten.

*As microvilosidades são dobras da camada interna do intestino delgado que servem para aumentar a superfície de absorção dos nutrientes e sediar células com funções especializadas na digestão.